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O que você precisa saber sobre Tontura

  • Foto do escritor: Géssica Magalhães
    Géssica Magalhães
  • 15 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Todo mundo já sentiu tontura alguma vez. Pode acontecer ao levantar rápido demais, ao passar muito tempo sem comer ou em dias de muito calor. Mas quando a tontura se repete, dura muito tempo ou vem acompanhada de outros sintomas, ela pode ser um sinal de que algo está errado no organismo.

A tontura é um sintoma comum, mas que pode ter diferentes significados. Pode indicar um problema no ouvido, na pressão, na visão, no coração ou até no cérebro. Por isso, é importante entender o que pode estar por trás desse desconforto e quando é hora de procurar ajuda médica.


O que é tontura?

A palavra tontura pode descrever diferentes sensações, como:

  • Sensação de que tudo está girando (como se fosse uma vertigem);

  • Cabeça leve ou “vazia”;

  • Perda momentânea do equilíbrio;

  • Sensação de desmaio iminente.

O mais importante é explicar ao médico exatamente o que você sente. Isso ajuda a descobrir a causa com mais precisão.


Principais causas de tontura

A tontura pode ter diversas origens. Abaixo, veja as causas mais comuns:


Problemas no ouvido (labirinto)

  • Labirintite ou vertigem posicional paroxística benigna (VPPB): são causas muito frequentes. O labirinto é responsável pelo nosso equilíbrio, e quando ele está inflamado ou desregulado, pode causar crises de tontura.

  • A tontura pode vir acompanhada de náuseas, vômitos e dificuldade para manter o equilíbrio.

Problemas de pressão ou do coração

  • Pressão baixa (hipotensão): principalmente ao levantar rapidamente ou em dias muito quentes.

  • Arritmias: batimentos descompassados do coração podem reduzir o fluxo de sangue ao cérebro.

  • Doenças cardíacas: como insuficiência cardíaca ou estenoses nas artérias.


Problemas neurológicos

  • Enxaqueca vestibular: é um tipo de enxaqueca que causa tontura mesmo sem dor de cabeça intensa.

  • AVC (derrame): em casos mais graves, a tontura pode ser sinal de um problema vascular no cérebro.

  • Doenças neurológicas crônicas: como Parkinson ou esclerose múltipla.


Outras causas

  • Hipoglicemia: queda de açúcar no sangue, especialmente em pessoas com diabetes.

  • Uso de medicamentos: alguns remédios para pressão, ansiedade ou insônia podem causar tontura.

  • Desidratação: falta de líquidos no corpo pode causar queda de pressão e tontura.

  • Ansiedade e estresse: causam sensação de desequilíbrio e “flutuação”.


Quando a tontura é sinal de alerta?

É importante procurar atendimento médico se:

  • A tontura surgiu de forma súbita e intensa;

  • Você também sente formigamento no rosto, fraqueza, fala embolada ou dificuldade para enxergar;

  • Houve desmaio;

  • A tontura é acompanhada de dor no peito ou falta de ar;

  • Há vômitos persistentes, febre ou rigidez no pescoço.


Esses sinais podem indicar condições mais sérias, como AVC, infecção no ouvido interno, arritmias cardíacas ou alterações neurológicas.


Como o médico investiga a tontura?

O diagnóstico começa por uma boa conversa. O profissional vai perguntar:

  • Quando a tontura começou?

  • Quanto tempo dura?

  • O que melhora ou piora?

  • Há outros sintomas, como náuseas, zumbido, queda de audição, visão embaçada, etc.?

Depois, o médico pode pedir exames como:

  • Exames de sangue (para ver açúcar, eletrólitos, anemia);

  • Eletrocardiograma (para avaliar o ritmo do coração);

  • Exames de audição ou labirinto (como a videonistagmografia);

  • Ressonância magnética ou tomografia (em casos neurológicos).


O objetivo é descobrir a causa e tratar de forma correta e segura.


Como é feito o tratamento?

O tratamento da tontura depende do que está causando o sintoma. Veja alguns exemplos:

  • Problemas no labirinto: remédios antivertiginosos, fisioterapia vestibular, manobras específicas (como a de Epley).

  • Pressão baixa: hidratação, evitar levantar-se rápido, ajustar remédios.

  • Arritmias ou doenças cardíacas: tratamento com cardiologista, mudanças no estilo de vida, medicações.

  • Crise de ansiedade: técnicas de respiração, psicoterapia, medicação se necessário.

  • Hipoglicemia: alimentação regular, ajuste no uso de insulina ou outros remédios.

É importante lembrar que o uso de remédios por conta própria pode piorar a situação. O ideal é tratar a causa, e não apenas mascarar os sintomas.


Como prevenir?

Algumas dicas simples ajudam a evitar crises de tontura:

  • Levante-se da cama devagar, principalmente ao acordar;

  • Beba bastante água ao longo do dia;

  • Evite jejum prolongado;

  • Mantenha a pressão arterial sob controle;

  • Evite excesso de cafeína, álcool e cigarro;

  • Faça exercícios físicos com orientação;

  • Cuide da sua saúde emocional, com pausas, descanso e apoio psicológico, se necessário.


Convivendo com a tontura

Se você sofre de tontura frequente, saiba que é possível melhorar sua qualidade de vida com acompanhamento adequado. Muitas vezes, a tontura é controlável e reversível. O mais importante é não ignorar o sintoma e buscar orientação profissional.


Resumo:

  • A tontura pode ter causas simples ou mais sérias.

  • Sempre que ela for forte, constante ou vier com outros sintomas, procure um médico.

  • O diagnóstico correto evita complicações e garante um tratamento mais eficaz.

  • Cuide da sua saúde física e emocional. O equilíbrio começa por dentro.


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© 2019 por Dra Géssica Magalhães. 

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