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Por que Reduzir Carnes Vermelhas e Processadas na Dieta?

  • Foto do escritor: Géssica Magalhães
    Géssica Magalhães
  • 1 de out. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 18 de out. de 2025



A busca por uma vida mais saudável tem levado muitas pessoas a reconsiderarem suas escolhas alimentares. Duas das dietas mais estudadas e recomendadas para a promoção da saúde cardiovascular são a dieta mediterrânea e a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Um dos princípios centrais dessas abordagens é a redução no consumo de carnes vermelhas e processadas. Embora essas carnes sejam populares na alimentação de muitas culturas, seu consumo excessivo está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer e diabetes.


  • Os riscos das carnes vermelhas e processadas


Carnes vermelhas, como carne bovina, cordeiro e porco, são ricas em proteínas e nutrientes essenciais, como ferro e vitamina B12. No entanto, quando consumidas em grandes quantidades, especialmente na forma processada, como salsichas, bacon e presunto, essas carnes podem se tornar prejudiciais à saúde. O problema reside, em grande parte, nas gorduras saturadas e nos altos níveis de sódio e conservantes, como nitratos e nitritos, encontrados em carnes processadas.


Estudos têm mostrado que o consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas está diretamente ligado ao aumento dos níveis de colesterol LDL, conhecido como o “colesterol ruim”, o que pode levar ao entupimento das artérias e ao desenvolvimento de aterosclerose. Além disso, essas carnes processadas estão associadas a um maior risco de inflamação crônica, que é um fator-chave no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e outros problemas metabólicos.


  • A abordagem da dieta mediterrânea


A dieta mediterrânea, baseada nos hábitos alimentares tradicionais de países como Grécia, Itália e Espanha, valoriza alimentos frescos, como frutas, vegetais, azeite de oliva, peixes e grãos integrais. Nessa dieta, o consumo de carnes vermelhas é bastante reduzido, sendo reservado para ocasiões especiais ou consumido em pequenas quantidades. O foco principal recai sobre o consumo de proteínas de origem vegetal, como leguminosas, e de fontes animais mais saudáveis, como peixes e aves.


Essa abordagem é baseada na observação de que as populações mediterrâneas, que consomem pouca carne vermelha, têm taxas mais baixas de doenças cardíacas e vivem mais. A substituição de carnes vermelhas por fontes de proteínas mais leves e ricas em gorduras insaturadas, como o peixe, contribui para a redução da inflamação e melhora a saúde cardiovascular. O azeite de oliva, que é uma fonte de gordura monoinsaturada, também desempenha um papel crucial na proteção do coração, compensando qualquer necessidade de gorduras provenientes de carnes.


  • A perspectiva da dieta DASH


A dieta DASH, desenvolvida para ajudar no controle da hipertensão, também preconiza uma redução significativa no consumo de carnes vermelhas e processadas. O objetivo principal da dieta é reduzir a pressão arterial, e para isso, é essencial diminuir a ingestão de sódio e gorduras saturadas. Alimentos como bacon, linguiça e salame são ricos em sódio e aditivos químicos, o que os torna especialmente prejudiciais para pessoas com tendência à pressão alta.


Em vez de carnes vermelhas, a dieta DASH incentiva o consumo de proteínas magras, como frango, peixes e proteínas vegetais, como feijões e nozes. Esse enfoque não só ajuda a controlar a pressão arterial, mas também reduz o risco de desenvolver doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e infartos. A inclusão de laticínios com baixo teor de gordura também é uma característica importante dessa dieta, ajudando a fornecer proteínas sem os riscos associados às carnes vermelhas.


  • Alternativas saudáveis e saborosas


Reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas não significa abrir mão de refeições saborosas. Tanto na dieta mediterrânea quanto na DASH, existem diversas alternativas que oferecem proteínas e sabores ricos, sem os riscos à saúde. Peixes, como salmão, sardinha e atum, são fontes excelentes de ômega-3, uma gordura que protege o coração ao reduzir a inflamação e melhorar os níveis de colesterol. As aves, como o frango, também são amplamente utilizadas, sendo uma fonte magra de proteína que pode ser preparada de inúmeras maneiras.


Além disso, as proteínas vegetais são altamente valorizadas em ambas as dietas. Feijão, lentilhas, grão-de-bico e tofu são ótimas opções para substituir as carnes em uma refeição, fornecendo não só proteínas, mas também fibras, que auxiliam na digestão e no controle dos níveis de colesterol. A combinação desses alimentos com azeite de oliva, ervas frescas e temperos naturais cria pratos saborosos e nutritivos, que promovem a saúde cardiovascular sem o peso das carnes vermelhas.


  • Benefícios de reduzir o consumo de carnes vermelhas


A decisão de reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas traz uma série de benefícios à saúde. Em primeiro lugar, ela contribui para a melhora dos níveis de colesterol, o que reduz o risco de doenças cardíacas e derrames. Além disso, a diminuição do consumo dessas carnes ajuda a controlar a pressão arterial, já que alimentos processados são frequentemente ricos em sódio.


Outro benefício importante é a redução do risco de câncer. Carnes processadas, em particular, têm sido associadas ao aumento do risco de câncer colorretal, devido à presença de conservantes e substâncias químicas formadas durante o processo de cura e defumação. Substituir essas carnes por alternativas mais saudáveis não apenas protege o coração, mas também o sistema digestivo.


Por fim, a redução no consumo de carnes vermelhas contribui para a perda de peso ou a manutenção de um peso saudável, já que essas carnes são frequentemente mais calóricas do que as opções magras ou vegetais. Ao manter um peso saudável, reduz-se a sobrecarga no coração, o que contribui para uma vida mais longa e com mais qualidade.


  • Conclusão


Tanto a dieta mediterrânea quanto a DASH oferecem abordagens comprovadas para a promoção da saúde cardiovascular, e a redução do consumo de carnes vermelhas e processadas é um elemento central de ambas. Ao priorizar fontes de proteínas mais leves e saudáveis, como peixes, aves e leguminosas, é possível proteger o coração, reduzir a inflamação e melhorar a saúde geral.


A mudança para uma alimentação com menos carne vermelha pode parecer desafiadora à primeira vista, mas as opções disponíveis são vastas e deliciosas. Com a combinação certa de alimentos frescos, temperos e criatividade culinária, é possível desfrutar de refeições saborosas e nutritivas, ao mesmo tempo em que se cuida do coração e da longevidade. Afinal, a chave para uma vida saudável está nas escolhas que fazemos diariamente à mesa.

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© 2019 por Dra Géssica Magalhães. 

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